Celeiros de craques

08/10/2011

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Uma das teses mais defendidas pelos historiadores e memorialistas do futebol é a de que, no Brasil, o velho esporte bretão teria sido a princípio uma modalidade circunscrita às elites, sendo posteriormente apreendida de muitas formas pelas camadas populares.

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Foto de Marco Carneiro de Mendonça. Primeiro goleiro da seleção brasileira, era reconhecido pela elegância. Membro da elite carioca, retirou-se do futebol no seu momento de popularização.

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Sem ser um especialista no tema, essa assertiva sempre me pareceu estranha. Tendo em conta o que houve com outras modalidades, sempre me pareceu mais plausível pensar em várias vias de desenvolvimento: na mesma medida em que são multifatoriais as razões para que o futebol rapidamente se espraiasse pelas cidades, múltiplos e simultâneos teriam sido os seus locais de origem.

 De qualquer forma, é altamente reconhecida a importância do meio fábril para a popularização do futebol: paulatinamente, na prática e no imaginário, as fábricas passaram a ser consideradas verdadeiros “celeiros de craques”.

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Foto da Fábrica Bangu, com o campo de futebol à frente

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Uma das mais conhecidas relações entre uma empresa fabril e um clube de futebol é a que se estabeleceu entre a Fábrica Bangu, inaugurada em 1893, e o Bangu Athlétic Club, criado em 1904.

 O futebol e o cricket começaram a ser praticados por influência dos diretores da Fábrica. Por motivos diversos, logo os funcionários também com as modalidades estavam envolvidos. Tais encontros geraram novidades, como a presença de jogadores negros em uma época em que isso ainda era encarado com estranheza.

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O Bangu em 14 de maio de 1905, antes da vitória por 5 a 3 sobre o Fluminense, no campo da Fábrica. A partir da esquerda, última fila: José Villas Boas (presidente), Frederick Jacques e João Ferrer (presidente honorário); fila do meio: César Bochialini, Francisco de Barros, John Stark, Dante Delocco e Justino Fortes; fila da frente: Segundo Maffeu, Thomas Hellowel, Francisco Carregal (o primeiro negro a integrar uma equipe de futebol), William Procter e James Hartley (retirado do sítio bangu.net, disponível em: http://www.bangu.net/informacao/reportagens/20050513.php).

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Outra importante Fábrica ao redor da qual se organizou um clube esportivo foi a Cruzeiro, fundada em 1895, localizada no bairro do Andaraí. Criado em 1909, o Andaraí Esporte clube foi um dos mais ativos dos primórdios do futebol carioca. Sua equipe também era marcada pela presença de indivíduos das camadas populares.

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Time e escudos do Andarahy Atletic Club. Disponível em: http://www.timesdobrasil.hd1.com.br/.

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Era mesmo comum que ao redor das fábricas se constituíssem agremiações recreativas, muitas tendo o futebol como modalidade principal. Um exemplo é o Alliança Foot Ball Club, criado em 1910, por empregados da Fábrica Aliança. Fundada na década de 1880, no bairro de Laranjeiras, durante anos essa foi uma das maiores empresas texteis do país.

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Região de Laranjeiras, na altura da Rua General Glicério, onde se encontrava a vila operária e a Fábrica Aliança. Disponível em: http://www.fotolog.com.br/rioantigo/6134552

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No decorrer do tempo, tornou-se comum a realização de campeonatos de futebol entre os funcionários de diferentes fábricas ou setores de produção. Vejamos um belíssima foto de 1925, de jogadores da Liga Gráfica, disponível no incrível fotolog de Roberto Tumminelli (http://fotolog.terra.com.br/carioca_da_gema_2:294).

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Foto do time do Rialto Futebol Clube. Campo localizado nas redondezas da Rua Francisco Bicalho/São Cristovão.

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Efetivamente essa é uma das facetas menos conhecida de nosso futebol brasileiro. O aprofundamento dos estudos sobre a participação de operários e membros das camadas populares certamente ajudará a entender melhor sua rápida difusão pela cidade e o fascínio que a prática ocasiona.

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Não devemos esquecer que um dos grandes nomes do futebol brasileiro e mundial começou sua trajetória em um time de fábrica: Garrincha, que trabalhou na Companhia America Fabril Fábrica Pau Grande.

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Agachado, à esquerda, Garrincha integrando o time da fábrica. Disponível em: http://textileindustry.ning.com/forum/topics/garrincha-o-idolo-do-futebol-na-industria-textil

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Nos anos 1990, tive a oportunidade de ser coordenador de lazer da empresa de eletrodomésticos Ponto Frio Bonzão. Entre minhas funções estava a de organizar campeonatos internos de futebol e a participação da equipe da empresa (a seleção Bonzão, treinada pelo querido amigo Gerônimo) na Copa Philco Hitachi, da qual nos sagramos tricampeões, o que nos deu a posse definitiva do troféu (a última conquista em uma final emocionante, uma vitória apertada de 1 x 0 contra a Arapuã).

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Quem está desenvolvendo uma bela investigação sobre os clubes ligados à Fábrica Bangú e à Fábrica Cruzeiro é o amigo Nei Santos Junior, que estou tendo o prazer de orientar no Programa de Pós-Graduação em História Comparada. Em breve teremos um belo trabalho na praça!

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Devido a motivos profissionais, ficaremos duas semanas sem atualização. Voltamos no dia 30 de outubro com o post “Leblon – um bairro esportivo”.

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Por onde concentram os jogadores?

01/10/2011

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A concentração é um dos redutos sagrados e espaços mais polêmicos do futebol. Ao seu redor persistem dúvidas (o que fazem os jogadores?), levantam-se controvérsias (será mesmo necessário?), divulgam-se escândalos (sempre ligados a “estratégias” dos atletas para fugir do controle da equipe técnica).

Não tem jeito, desde que se profissionalizou o esporte, e a exigência de resultados passou a ser progressivamente algo cercado de interesses comerciais, lá está ela pautando a vida dos múltiplos interessados na prática esportiva de alta competição.

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Foto de jogadores do Corinthians no tempo da famosa “Democracia Corinthiana”, que, entre outras coisas, ao redor de uma posição política mais clara, reivindicou o relaxamento das exigências de concentração. Disponível em: http://fielalagoas.blogspot.com/2011/07/democracia-corinthiana.html

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Pois bem, os diferentes locais nos quais os jogadores de futebol de diferentes equipes se concentraram permitem-nos um passeio pela nossa maravilhosa cidade do Rio de Janeiro.

Por exemplo, um dos mais notáveis e belos locais da cidade que acolheu equipes de futebol, inclusive a seleção brasileira, foi o Hotel Paineiras.

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Bem no meio da imagem, à frente do trem, o Hotel Paineiras na década de 1910. Disponível em: http://www.fotolog.com.br/tumminelli/8602242

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Fundado em 1884, junto com a implantação da Estrada de Ferro do Corcovado, depois de um período de dificuldades econômicas, após ter passado por reformas, a partir da década de 1930 hospedou muita gente famosa.

Não surpreende o Hotel Paineira ter sido utilizado como concentração: o ambiente era tranquilo e era relativamente longe do fervo da cidade (ao mesmo tempo em que era próximo para chegar ao lugar de treino ou jogo).

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Também por suas características, por ser aprazível, tranquila e relativamente distante/próximo, a Ilha do Governador abrigou várias concentrações de atletas. Na imagem abaixo, de 1955, vemos uma foto de jogadores (um deles é Pinga, que atuou pelo Vasco da Gama) que na ocasião defendiam a seleção carioca, em frente ao Hotel Miramar, em uma Freguesia da qual pouco restou.

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Imagem do acervo do jornal Ultima Hora. Disponível em: http://fotolog.terra.com.br/ilhadogovernador:1202

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Alguns locais de concentração eram bem inusitados, como, por exemplo, a Casa da Gávea, localizada em São Conrado. O espaço era utilizado mais para realização de retiros espirituais ou atividades promovidas pela Igreja Católica. Foi utilizada pela seleção brasileira nas décadas de 1960 e 1970.

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Será tão distante assim o uso religioso do uso profano dos atletas? De um lado, a concentração pode ser vista, idealmente, quase como um mosteiro. De outro, informa Luiz D’ em seu fotolog que quando fora aluno do Santo Inácio, e para ali era levado com sua turma para aprimorar seus valores espirituais, na verdade as noites eram dedicadas a festas escondidas.

Será que os “eventualmente” alguns jogadores não tornam o “sagrado” espaço da concentração em algo mais próximo do profano? É provável…

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Próximo post: Fábricas – celeiros de jogadores

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Nas páginas dos jornais, nas ondas do rádio

24/09/2011

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Em função de ter desempenhado o papel de mediação, os meios de comunicação foram de grande importância na configuração do esporte, obviamente não de forma independente e alheia, mas sim traduzindo de forma ativa (isso é, também interferindo) os diversos vetores de poder que compõem qualquer quadro social.

Nosso post de hoje é dedicado a apresentar algumas cenas curiosas da imprensa esportiva do Rio de Janeiro, que desde o século XIX se estruturava, seja no âmbito dos periódicos de grande circulação, seja com a criação de jornais integralmente dedicados ao tema.

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Fotos de regatas realizadas na Praia de Botafogo, publicadas em Careta, ano 1, número 2, junho de 1908

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Abaixo vemos uma guarnição do Clube de Regatas Boqueirão do Passeio, vencedora de um páreo denominado “Imprensa”, promovido em regatas realizadas em 1912, na Baía de Guanabara, na altura do Pavilhão de Regatas (Praia de Botafogo).

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Páreos em homenagem à imprensa são realizados desde o século XIX, em competições de turfe e de remo. Na verdade, havia uma relação ambígua entre clubes e jornalistas. De um lado, os segundos eram acarinhados e valorizados pelos primeiros, já que eram de importância para a difusão das atividades: a publicação nos periódicos trazia público e aumentava o prestígio. De outro, os conflitos eram frequentes, ocorrendo quando eram denunciados os problemas de organização dos certames esportivos.

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Jornalistas no varandim da imprensa, que dispunha de boa visibilidade e era cercado de conforto, do Hipódromo do Derby Club

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Outra cena curiosa é a da Gruta da Imprensa. A construção se deu na gestão do prefeito Alaor Prata e a denominação tem relação com os jornalistas que ali se posicionavam quando começaram a ser realizadas provas de automobilismo na região, o famoso Circuito da Gávea. Os jornalistas eram fundamentais na difusão das imagens heróicas construídas ao redor das disputas.

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Outra história incrível é narrada por André Decourt em seu magnífico “Foi um Rio que Passou”. Em 1931, a Rádio Clube do Brasil tentava transmitir os jogos realizados no Estádio São Januário. Como os dirigentes do Vasco da Gama queriam cobrar para tal, o que era inviável nos momentos iniciais da rádio no país, só restou aos radialistas transmitir as partidas de uma casa que se situava nas redondezas, usando binóculos para tal.

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Amador Santos e a equipe da Rádio Clube do Brasil. Disponível em http://www.rioquepassou.com.br/2007/07/23/a-imprensa-e-o-futebol/

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O rádio, muito antes da televisão, e talvez até os dias de hoje, se transformou no grande companheiro de quem acompanha o futebol. As vozes dos grandes locutores fazem parte da memória afetiva de muitos brasileiros e brasileiras. Mesmo para muitos que iam para os estádios assistir aos jogos, os aparelhos eram companhias fundamentais, como podemos ver na belíssima imagem abaixo.

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Disponível, com uma linda descrição, no fotolog Saudades do Rio, de Luiz D’: http://fotolog.terra.com.br/luizd:2487

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O rádio foi também um importante veículo para a difusão da ginástica. Um dos principais nomes ligados a tal iniciativa foi o do professor Oswaldo Diniz Magalhães, que marcou a vida de muita gente que acompanhava diariamente suas aulas. Foram incríveis mais de 50 anos no ar.

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Professor Oswaldo ministrando suas aulas na Rádio MEC. Disponível em http://lilianzaremba.blog.uol.com.br/arch2007-07-08_2007-07-14.html

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Não tem jeito. É falar de futebol e de rádio e imediatamente vem à cabeça a imagem do velho João, meu pai, “assistindo” angustiado o jogo do mengão, andando ao redor da vitrola de luz verde. O novo João, meu filho, certamente não adotará prática semelhante, mas não deixa de ser motivo de orgulho que mais uma geração da família seja rubro-negra.

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Próximo post – Por onde concentram os jogadores?

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“É o novo ground”: o Clube de Regatas do Flamengo

25/06/2011

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Em nosso último post, apresentamos uma foto do campo do Paysandu Cricket Club, localizado nas Laranjeiras, na ocasião ocupado pelo Clube de Regatas do Flamengo, que por lá realizava seus jogos de futebol. Independentemente das preferências clubísticas, é essa uma das mais importantes agremiações da cidade.

Não passou despercebida a importância do clube a João do Rio, um dos literatos que melhor expressou o conjunto de mudanças que marcou o Rio de Janeiro na transição dos séculos XIX e XX. Em sua crônica A hora do football, publicada no livro Pall-Mall Rio, o inverno carioca de 1916 (lançado em 1917), o escritor observa a redução das resistências para com os esportes, que progressivamente tornavam-se uma prática valorizada pelos “modernos”:

“Fazer sport há vinte anos ainda era para o Rio uma extravagância. As mães punham as mãos na cabeça, quando um dos meninos arranjava um altere. Estava perdido. Rapaz sem um pince-nez, sem discutir literatura dos outros, sem cursar as academias – era um homem estragado. E o Club de Regatas do Flamengo foi o núcleo de onde irradiou a avassaladora paixão pelos sports”.

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João do Rio

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Na visão de João do Rio, “O Club de Regatas do Flamengo tem, há vinte anos pelo menos, uma dívida a cobrar dos cariocas. Dali partiu a formação das novas gerações, a glorificação do exercício físico para a saúde do corpo e a saúde da alma”. Fundado como Grupo de Regatas, em 1895, seus associados eram principalmente jovens pertencentes aos setores urbanos das elites, entusiastas e praticantes do remo, habituées dos banhos de mar.

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Segunda sede do Flamengo, construída em 1920, no mesmo local onde fora fundado o Grupo de Regatas. Disponível em: http://fotolog.terra.com.br/luizd:990

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Conta Mário Filho, de forma romanceada, que por ocasião da criação do Flamengo, observando o entusiasmo dos jovens envolvidos, o padre Nattuzi procurou o Dr. Lourenço Cunha, pai de José Agostinho (um dos fundadores), lhe perguntando se não ficava preocupado com tamanho interesse, pois a fama das regatas “não era lá das melhores”. Cunha teria respondido que acreditava no esporte como uma escola de formação e disciplina, uma prática saudável, por isso não se importava.

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O fato é que depois de superada certa sensação de estranhamento ou desprezo por parte da população local, a sede do Flamengo, localizada na Praia do Flamengo, 22 (hoje número 66), tornou-se um centro de encontros, um local muito procurado por um setor da juventude que adotava novos parâmetros de sociabilidade e de exposição corporal: “Rapazes discutiam muque em toda parte. Pela cidade, jovens, outrora raquíticos e balofos, ostentavam largos peitorais e a cinta fina e a perna nervosa e a musculatura herculana dos braços. Era o delírio do rowing, era a paixão dos sports” (João do Rio).

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A segunda sede foi destruída em 1979. No local hoje se encontra um prédio de escritórios. Foto disponível em: http://fotolog.terra.com.br/luizd:896

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A praia do Flamengo, na verdade, transformou-se num dos lugares mais fashions da cidade. O Hotel Central, um dos primeiros balneários da cidade, oferecia boas condições para os que desejavam com conforto se deliciar com os banhos de mar (futuramente dedicaremos a esse hotel um post). Regatas eram disputadas nas águas da Baía de Guanabara.

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Regata na Praia do Flamengo, em frente à sede do Clube, década de 1920. Disponível em http://fotolog.terra.com.br/nder:1557

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Devemos também lembrar que o clube estava muito próximo do Palácio do Catete, chegando a compartilhar com a Presidência da República o cais que se localizava em frente à propriedade (podemos vê-lo na imagem abaixo).

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Detalhe de um postal da década de 1910, disponível no fotolog “Foi um Rio que Passou”, de André Decourt: http://www.rioquepassou.com.br/2004/03/21/1590/

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O futebol só entra na história do Clube em 1911, com a chegada de um grupo de jogadores dissidentes do Fluminense. Os primeiros treinos foram realizados em um campo aberto localizado na Glória, nas redondezas da sede.

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Campo onde o primeiro time de futebol do Flamengo treinava. Glória, 1911. Ao fundo o centro da cidade bastante iluminado. Acervo de Francisco Patrício. Disponível em http://www.rioquepassou.com.br/2005/12/20/gloria-e-centro-15-de-novembro-de-1911/

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Poucos anos depois a equipe de futebol passou a realizar seus jogos no antigo campo do Paysandu. A acreditar em João do Rio, foi uma festa a primeira partida do clube nessas dependências:

“O campo do Flamengo é enorme. Da arquibancada eu via o outro lado, o das gerais, apinhado de gente, a gritar, a mover-se, a sacudir os chapéus. Essa gente subia para a esquerda, pedreira acima, enegrecendo a rocha viva. Embaixo a mesma massa compacta. E a arquibancada, o lugar dos patrícios no circo romano era uma colossal, formidável corbelha de belezas vivas, de meninas que pareciam querer atirar-se e gritavam o nome dos jogadores, de senhoras pálidas de entusiasmo, entre cavalheiros como tontos de perfume e também de entusiasmo”.

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Primeiro time de futebol do Flamengo. Em pé: Lawrence, Amarante, Píndaro, Baena, Nery e Gallo. Sentados: Curiol, Arnaldo, Zé Pedro, Miguel e Borgerth. Disponível em http://www.maisfla.com/noticias/do-inicio-do-futebol-ao-fim-do-amadorismo/

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A despeito da importância de sua ligação com o esporte náutico, o Flamengo entraria mesmo para a história pela popularidade que angariaria no futebol.

Tinha mesma razão o grande João do Rio: “Não! Há de fato uma coisa séria para o carioca: o football!”.

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Na década de 1930, o Flamengo começa a se transferir para a Gávea, onde construiria um estádio e a atual sede. Na década de 1950, contudo, construiu uma sede no Morro da Viúva. Esse prédio, que hoje se encontra em condições não totalmente adequadas de preservação, está sendo negociado com o mega-empresário Eike Batista para ser transformado em um hotel de luxo.

Será que ele vai comprar a cidade toda?

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Não foi exatamente a minha preferência clubística que me levou a preparar esse post (inclusive futuramente serão dedicados posts a outros importantes clubes da cidade). De qualquer forma, a minha relação com o Flamengo é algo que marca profundamente minha memória e minha história. Já escrevi algumas coisas sobre isso, disponíveis no blog A Lenda, do amigo Rafael Fortes, e no sítio do Sport, laboratório que coordeno.

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Na próxima semana, o green! O golfe no Rio de Janeiro.

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